sexta-feira, 3 de junho de 2011

Direitos da Criança e do Adolescente

O que é
Um espaço de deliberação, através da participação, do controle social e do apoio institucional para a consolidação do princípio de Prioridade Absoluta, preconizado pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. 

Como funciona
Pré-Conferência:
Acontecerá regionalmente pré-conferencias com objetivo de iniciar a discussão que acontecerá na VI Conferência Municipal.
Conferência:
Os inscritos na Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, após palestras, discutem em grupos, em plenária e aprovam as melhores propostas para efetivar os direitos de crianças e adolescentes. 

Quem participa
Participam todos os cidadãos de Foz do Iguaçu quem tenham interesse em discutir e contribuir para efetivar os direitos de crianças e adolescentes. 

Como será discutido o tema
As Secretarias Municipais e de Estado da Educação, Saúde, Assistência Social, Juventude, Cultura, Esporte e Lazer apresentarão relatório das ações executadas e dos programas existentes para efetivar os direitos das crianças e adolescentes. O relatório será discutido nos grupos e as sugestões e conclusões apresentadas e votadas em plenária. 

Como são eleitos os delegados para as Conferências
Serão eleitos delegados para a conferência regional e estadual conforme critérios que serão aprovados pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/PR).

Promoção: Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
Apoio: Secretaria Municipal de Assistência Social

Participe. Contato: cmdcafoz@yahoo.com.br

Casa da América Latina


A “Casa da América Latina” na internacional Foz do Iguaçu*

Alexandre Palmar **
Foz do Iguaçu é peculiar no cenário mundial. Ela poderia simplesmente ser mais uma cidade orgulhosa por abrigar atrativos e pessoas de diferentes nacionalidades em aparente harmonia, mas tímida na hora de enfrentar os seus problemas sociais.  Sua realidade, entretanto, é mais complexa.
A cidade é lembrada quando o assunto é contrabando, tráfico, turismo, belezas naturais, integração latino-americana, Mercosul, terrorismo, energia, aqüífero guarani, base militar dos EUA etc. Sua localização geográfica fomenta discussões que se renovam nos bancos escolares, na imprensa, nos livros, enfim, onde existir alguém interessado em entender as relações daqui com o mundo.
Entender essa vastidão é um dos objetivos da Casa da América Latina, que recentemente ampliou sua ação para o município. Com sede no Rio de Janeiro, a associação civil sem fins lucrativos estabeleceu uma subsede na região para difundir e preservar a amizade entre os latino-americanos; defender seus interesses e direitos à soberania, à autodeterminação e à construção de sociedades justas e fraternas.
Sua proposta aqui é ajudar a compreender a contradição, o interesse por esse pedaço da América e as relações além das pontes. Os trabalhos iniciaram com um cineclube, em 2010, em conjunto com a Guatá e Casa do Teatro. O projeto consiste na projeção mensal de um filme e conta com apoio de professores e acadêmicos da Unila, que têm pensado conjuntamente os filmes e nomes para instigar o debate pós-exibição.
O sonho maior, entretanto, é ser internacionalista na raiz da palavra. Para isso propõe-se a promover ações culturais, políticas e sociais; editar material impresso e eletrônico e dialogar com os países vizinhos e nos solos fronteiriços. Para enfrentar esse desafio, a CAL formalizou sua diretoria na cidade, homologada agora em maio numa assembléia da sua diretoria nacional no Rio de Janeiro, cidade sede da entidade.
A subsede nasceu reunindo militantes de diferentes áreas e nacionalidades. Ela está aberta à participação de toda pessoa que se identificar com sua causa. Para participar basta declarar o desejo de associar-se e começar a ajudar a quebrar as engrenagens. Simples assim, porém com um sem número de fronteiras pra derrubar.


**Alexandre Palmar é jornalista e membro da “Casa da América Latina”.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Contraturno escolar SESC / SEED

Programa SER - Sesc Educação como Referência

Na manhã de hoje (02) estiveram reunidos no auditório do SESC, diretores de escolas da Rede Estadual de Ensino, representantes do Núcleo Regional de Educação de Foz e a equipe do Programa de Contraturno, que será implantado nas escolas estaduais do município.
O gerente da unidade SESC Foz, Herbert Almeida, a técnica da área de Educação, Mariele Gervasoni e os orientadores de atividades nas áreas de letramento e raciocínio lógico apresentaram e esclareceram dúvidas sobre o Programa de Contraturno do Projeto SER – SESC Educação como Referência. O Programa prevê atividades com alunos que estão cursando o primeiro ano do ensino médio na rede pública estadual, além de envolver também a comunidade escolar e a comunidade em torno das escolas atendidas.
Quatro escolas participarão do Programa, Escola Costa e Silva, Escola Pioneiros, Escola Tarquínio Santos e Escola Ulisses Guimarães, totalizando 150 alunos atendidos, nos períodos da manhã e tarde. O Programa é fruto de um convênio assinado entre o Sistema Fecomércio Sesc Senac e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Educação e atenderá estudantes com renda familiar de até três salários mínimos, como prevê o PCG – Programa de Comprometimento e Gratuidade na Educação do SESC.
Clique na imagem para ampliá-la:





Cinema aberto

Lembrança ou esquecimento? A memória como uma ferramenta para entender a história, os acontecimentos e movimentos que envolvem a marcha humana e os seus indivíduos. Esse será o ponto de reflexão proposto para a próxima sessão do cineclube Cinema Aberto, que será realizada no Teatro Barracão, no próximo sábado (04), às 19 horas.
O filme “Uma cidade sem passado” é uma produção alemã de 1990, dirigida por Michael Verhoeve. A narrativa retrata a investigação de uma estudante em busca da verdade sobre relação dos moradores da provinciana Pfilzing com o nazismo.
A protagonista busca informações sobre o passado da cidade, revisitando arquivos e ouvindo versões dos habitantes sobre o período de ascensão e domínio e Adolf Hitler e o III Reich. A jovem se depara, então, com a dificuldade do obter informações das pessoas envolvidas, que recordam de poucas ocorrências e do prefeito como o “único” nazista conhecido na localidade.
Ao apresentar o tema da memória para o debate, os promotores do cineclube pretendem transportar a discussão para a realidade local, destacando a relevâncias das iniciativas e ações que promovam, preservem e cuidem da história de Foz do Iguaçu e de sua população.
O Cineclube Cinema Aberto dispõe de um blog na internet para a divulgação das atividades e informações sobre os filmes, no endereço
www.cineaberto.wordpress.com.

Serviço
“Uma Cidade Sem Passado” – (Das Schreckliche Mädchen)
Diretor: Michael Verhoeven – Ano: 1990 – Alemanha
Data: 4 de junho (sábado)
Horário: 19 horas
Entrada: Livre
Local: Teatro Barracão

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O perigo de uma história única

Uma contadora de histórias fala sobre o que gosta de chamar "o perigo de uma história única". Uma lição de vida.

Chimamanda Adichie: O perigo de uma única história - Parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=O6mbjTEsD58

Chimamanda Adichie: O perigo de uma única história - Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=SZuJ5O0p1Nc&feature=related

Festival Poético


O Sesc Cornélio Procópio está com inscrições abertas para 27º Festival Poético, até o dia 12 de agosto de 2011. O projeto conta com a parceria do Rotary Club, Lions Clube, Academia de Letras, Artes e Ciências de Cornélio Procópio, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Prefeitura de Cornélio Procópio. Para mais informações acesse o regulamento completo do Festival Poético, disponível no site www.sescpr.com.br

terça-feira, 31 de maio de 2011

Memória, identidade e linguagem

Trabalho realizado por crianças do Patrimônio Selva, em Londrina

No último sábado (28), a historiadora e arte-educadora Maria Fioratto, que desenvolve o projeto Memória e Identidade no Patrimônio Selva, em Londrina, realizou uma roda de conversa com educadores convidados, na sede da APP - Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná. A ideia foi promover uma troca de experiência sobre o contato com crianças e adolescentes das comunidades rurais de Londrina. “Partimos da premissa de que, com a padronização de comportamentos e o apelo consumista nos nossos dias, vai ocorrendo uma desintegração dos grupos de identidade comum”, explicou. Para a historiadora no lugar da diversidade que as experiências do viver deveriam criar, se consolida quase que uma história única, muitas vezes reforçada dentro das próprias escolas.
O projeto aposta no resgate cultural para estimular a auto-estima perdida ao longo do tempo pelas pessoas que vivem à margem da sociedade pregada como “ideal”. De acordo com a historiadora, o início do projeto aconteceu com rodas de conversas entre pessoas mais velhas, a partir daí houve o interesse por parte dos mais jovens em conhecer sua origem e valorizar sua riqueza histórica. “Eles perdem a vergonha de sua situação e voltam a pertencer a história do lugar onde vivem. Fazê-los ver que sua realidade não tem motivos para desmerecê-los muda sua postura de vida”, completou.
A pedagoga Mírian Takahashi , coordenadora do grupo de Memória e Identidade que a Guatá vem desenvolvendo, destaca a importância deste projeto enquanto meio de estabelecer contato para a reflexão dos educadores de Foz quanto ao resgate e o estímulo à criação, por meio das mais diversas linguagens. “Estamos nos organizando através deste grupo de educadores convidados e a partir deste encontro pretendemos ampliar o projeto para o resgate de outros aspectos de nossa memória histórica e referencial”. Do encontro surgiu a proposta de se construir um blog para divulgação de trabalhos realizados por crianças de Foz do Iguaçu.

(Com Guatá/FRC)

Acesse o site da Guatá


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Campanha do Agasalho

O Sistema FECOMÉRCIO SESC SENAC, em parceria com Instituto GRPCOM, realiza a Campanha do Agasalho 2011, que traz como tema “Sua roupa usada precisa de alguém para passear”. As doações podem ser feitas até 27 de agosto.

Para mais informações acesse o site www.sescpr.com.br

Arte em madeira de demolição

Está em exposição até 12 de junho, no hall de entrada do SESC de Foz do Iguaçu, a exposição “Arte em madeira de demolição”. As obras que compõe a exposição são da artista plástica Daine Mari Chibiaqui. As pinturas retratam temas sacros, étnicos, e figurativos sobre uma matéria-prima única: a madeira de demolição. Esses materiais provêm de antigas casas, galpões e objetos de pessoas que colonizaram nossa região. Por isso, os quadros são dotados de valor histórico, cuja memória dos antepassados fica preservada como arte.

Serviço:
Mostra Arte em Madeira de Demolição.
Hall de entrada do SESC Foz do Iguaçu (Av Tancredo Neves, 222, Vila A).
Até 12 de junho. Entrada gratuita.


Para pensar

"Na compreensão alienada e alienante da tolerância, como favor do tolerante ao tolerado, se acha escondida no tolerante a desconfiança, quando não a certeza, de sua superioridade de classe, de raça, de gênero, de saber em face do tolerado”.

Paulo Freire – Pedagogia da Tolerância.

sábado, 21 de maio de 2011

Escola SESC de Ensino Médio

A Escola SESC de Ensino Médio (ESEM) estará com inscrições abertas a novos alunos para o ano letivo de 2012 no período de 23 de maio a 17 de junho.
Os orientadores de atividades do Sesc de Foz do Iguaçu, Carlos Luz, Fernando Valle, Guilherme Alves e Luiz Henrique de Moraes, visitaram escolas da cidade e conversaram com alunos de oitavas séries, divulgando a ESEM e seu processo de seleção.
Localizada no Rio de Janeiro, a ESEM busca o desenvolvimento pleno do aluno, em todas as dimensões de sua realização pessoal, compartilhando vivências e culturas.
O propósito transformador da ESEM fundamenta-se na excelência acadêmica, na ética do trabalho e na autodisciplina. Curiosidade intelectual, aprendizado em tempo integral, desenvolvimento físico, criatividade, pensamento crítico, troca de idéias e respeito às diferenças individuais e coletivas fundamentam as práticas pedagógicas da ESEM.


Orientadores de Atividades do SESC Foz divulgam a ESEM:



Oficina da Memória

A Oficina da Memória é uma atividade oferecida pelo Sesc Foz do Iguaçu, gratuitamente, a pessoas com idade superior a 50 anos. A atividade reúne um grupo que possibilita a troca de experiências e a utilização de estratégias que mantém e ampliam as funções mentais por meio de jogos e dinâmicas . O objetivo é otimizar a memória, desenvolver uma mentalidade mais ágil, aberta e criativa, além de prevenir transtornos cognitivos ligados à idade.
Os orientadores de atividades do Sesc de Foz do Iguaçu, Carlos Luz, Fernando Valle, Guilherme Alves e Luiz Henrique de Moraes realizaram atividades nas áreas de letramento e raciocínio lógico com o grupo, neste mês de maio.

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Oficina de letramento

Como fazer um fanzine? Esta foi a proposta da oficina realizada pelos orientadores de atividades do Sesc Foz do Iguaçu, Carlos Luz e Fernando Valle, na área de letramento, para jovens atendidas pelo Projeto ViraVida. A oficina gerou um fanzine intitulado “Carinho de Verdade” (slogan do Projeto), com 8 páginas, abordando diversos temas e cópias distribuídas às participantes da atividade.
Fanzine é uma abreviação de fanatic magazine. É uma revista editada por um fan (fã, em português). Trata-se de uma publicação despretensiosa, geralmente xerocada e  engloba todo o tipo de temas.
O projeto ViraVida é uma iniciativa do Conselho Nacional do SESI, realizado em parceria com o "Sistema S" (Senai, Senac, Sesc, Sebrae e Sescoop) e com instituições, órgãos públicos e ongs que integram a Rede de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes existente no país. Seu objetivo é a defesa e promoção dos direitos de adolescentes e jovens vítimas de exploração sexual. O ViraVida é um projeto sócio-educativo que promove atendimento psicológico, capacitação profissional e inserção no mundo do trabalho, gerando assim oportunidade efetiva de mudança na vida de jovens entre 16 e 21 anos.
O Projeto está presente em dez capitais (Fortaleza, Recife, Natal, Belém, Teresina, Brasília, Salvador, João Pessoa, Curitiba e Rio de Janeiro) e três cidades do interior (Campina Grande, Foz do Iguaçu e Londrina). O ViraVida também está sendo implantado em Porto Velho e São Luís. A previsão é de que até o fim de 2011, o ViraVida esteja presente em 22 Estados brasileiros.

Café, mate e cultura

Amanhã (22), na cidade vizinha de Puerto Iguazú, Argentina, acontece o evento “Cultura e Arte entre Café e Mate”, encontro de artistas e produtores culturais brasileiros e argentinos, que além de oferecer um palco comum para as realizações dos dois países, pretende ser um canal de intercâmbio e troca de experiências no campo da arte e da cultura.
O encontro é promovido pela Casa do Teatro e a Agrupación Jóvenes Iguazú, associações sediadas em Foz do Iguaçu e em Puerto Iguazú, respectivamente. A entidade brasileira desenvolve o “Café com Teatro”, enquanto a argentina realiza a “Tarde Mate e Música”, ambos voltados para a circulação artística,  em cada lado da fronteira. A ideia é somar as experiências realizadas nas duas cidades em um espaço cultural binacional.
A programação do encontro contará com 31 atrações artísticas, apresentadas por brasileiros e argentinos. Música, teatro, dança, literatura, artes visuais, artesanato, títeres e observação de astros serão oferecidas gratuitamente à população dos dois países e aos visitantes da região de fronteira.

Serviço
Cultura e Arte entre Café e Mate.
22 de maio, a partir das 16 horas.
Plazoleta de la Identidad, Puerto Iguazú, Argentina (esquina das avenidas Victoria Aguirre e Tres Fronteras, caminho para o Marco das Três Fronteiras, Centro da Cidade).
Entrada gratuita. 
(Com assessoria Casa do Teatro)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dia do Desafio

Na próxima quarta-feira (25) acontece o Dia do Desafio. A iniciativa faz parte de uma campanha mundial de incentivo à prática regular de atividade física em benefício da saúde e bem-estar. O objetivo é que cada cidade participante consiga mobilizar o maior número de pessoas para a prática de uma atividade física durante o dia.
O Dia do Desafio foi criado no Canadá em 1983 e é divulgado pela Tafisa, entidade de promoção do esporte para todos, sediada na Alemanha. O evento é realizado sempre na última quarta-feira do mês de maio. No estado o Dia do Desafio é organizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc Paraná), em parceria com as Prefeituras Municipais. Este ano, 348 municípios paranaenses participarão das atividades.
Para registrar a prática da atividade física é preciso ligar para o número 0800 643 6690 que cuidarrá exclusivamente da contabilização. Também será possível registrar pelo site www.sescpr.com.br, entre 0h e 21 horas. O participante pode fazer o registro individual ou de um grupo de pessoas. Moradores de Foz do Iguaçu também podem registrar a participação ligando para o Sesc Foz (3576 1300).
Para incentivar a participação, no Dia do Desafio, cidades de portes semelhantes disputam entre si, tentando somar mais participações.
O Sesc de Foz do Iguaçu estará coordenando o Dia do Desafio na Região Extremo Oeste.

Confira os confrontos dos municípios da região:
Foz do Iguaçu X Cajeme (México)
Santa Terezinha de Itaipu X Capulhuac (México)
São Miguel do Iguaçu X Nentón (Guatemala)
Itaipulândia X Panaba (México)
Missal X San Pablo de Huacareta (Bolívia)
Medianeira X Guásimos (Venezuela)
Serranópolis do Iguaçu X Villa O'Higgins (Chile)
Matelândia X Zaragoza (México)
Ramilândia X San Cayetano (Colômbia)


terça-feira, 17 de maio de 2011

18 de maio


Amanhã (18) é Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
A violência sexual é um problema grave que atinge milhares de crianças e adolescentes por todo o país. Por isso, há mais de 10 anos, é marcado anualmente o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Debates, eventos e manifestações públicas marcam a data com o objetivo de alertar a população sobre o problema, além de pressionar as autoridades pelo desenvolvimento de políticas públicas concretas de combate a essa violação.
Em Foz do Iguaçu, uma mobilização na Ponte Internacional da Amizade, entre Brasil e Paraguai, e na Estação Aduaneira do Interior, onde existe uma grande concentração de caminhoneiros, marcarão o dia.

Confira a programação completa desta data no Blog Nina leite

Leia mais sobre esta data no Portal Pró-Menino

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Educação inclusiva

 

Educação inclusiva: onde ela começa?

Eliana Tão

Que Foz do Iguaçu é conhecida mundialmente pela geografia privilegiada e pelos atrativos turísticos, isso muitos sabem. Sociologicamente, a cidade também é merecedora de admiração, uma vez que acolhe, convive e respeita pessoas de diferentes origens étnicas.
Nesse sentido, acredito que cabe também à Terra das Cataratas uma detalhada análise sob o aspecto pedagógico, uma vez que trabalha diariamente a educação inclusiva.
Aqui abro um parêntese, pois não me refiro apenas a inclusão de alunos com necessidades especiais nas instituições de ensino regular, mas também à composição multicultural das salas de aula.
E eu posso falar do tema com propriedade inclusive sob os dois aspectos, pois sou chinesa nascida em São Paulo Capital, portadora de necessidades especiais em razão de um parto prematuro e iguaçuense de coração.
Em meus anos de estudante, quase todas as turmas que integrei tinham basicamente a seguinte composição de alunos: brasileiros, mulçumanos (meninas com apenas o rosto e as mãos expostas), chineses oriundos da China Continental e de Taiwan.
Estou relembrando tempos remotos da educação inclusiva, pois sou da geração Coca-Cola enquanto o Capítulo V que trata da educação especial na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é de 20 de dezembro de 1996.
Ou seja, eu estava 14 anos a frente da Lei nº 9394/96, onde os dois primeiros parágrafos do Art. 58 dizem respectivamente que “haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de educação especial” e “o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular”.
Ainda que com o apoio dos meus pais e médicos eu tenha conseguido ingressar no ensino regular não sofri algo que seja considerado bullying ou xenofobia por parte dos meus colegas, que em sua maioria se mostravam muito receptivos e solidários a ponto de alguns serem meus melhores amigos até os dias atuais.
Mas como não lembrar o episódio ocorrido quando eu tinha cinco anos de idade. A professora não me chamou para colocar o meu enfeite na árvore de Natal (e na sequência fazer meu pedido secreto) por considerar que eu não caminhava sem apoio e dava muito trabalho me levar.
A cada um dos alunos que ela chamava, perguntavam quando seria a minha vez e muitos se prontificavam em me ajudar. Ela dizia: “depois”. Mas a “educadora” acabou não me colocando na atividade até o fim do dia e transformou a resposta em um “nunca” disfarçado.
Mesmo assim, não adianta ficar preso, fugindo, se escondendo do mundo para evitar possíveis sofrimentos. Isso é uma ilusão, uma forma de adiar o acontecimento. Porque vai acontecer, um dia ou outro, mesmo quando descobrir que vai ter que sair da zona de conforto em busca de conhecimento. E não tem como proporcionar educação inclusiva para alguém que se exclui.
Então onde começa a educação inclusiva? Para o arquiteto Reinaldo Baeta – autor do desenho que ilustra esta crônica – começa cedo, na escola, para todas as pessoas.
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência, toda diferenciação ou exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades fundamentais.
Esse decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação adotada para promover a eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização.
As instituições de ensino, por sua vez, são compostas por pessoas. Portanto, a educação inclusiva tem início em cada ser humano que tem sua formação desencadeada pela família, onde se “deve” transmitir valores como tolerância, respeito às diferenças, solidariedade, amizade incondicional.
Afinal, outra canção de Jay Vaquer traduz bem a condição daquele que é considerado o ser “mais evoluído” entre todos os seres vivos existentes, independente de ser ou não portador de necessidades especiais: “Eu não sei viver sem ter carinho, é a minha condição. Eu não sei viver triste sozinho, é a minha condição”.

Eliana Tao é jornalista em Foz do Iguaçu.
Ilustração: Reinaldo Baeta.

Este artigo foi publicado originalmente no Portal Megafone – Rede Cidadania na Comunicação

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Escolas estaduais iniciarão contraturno

O Sistema Fecomércio Sesc Senac e a Secretaria Estadual de Educação (Seed) assinaram ontem (20), um convênio para realização de contraturno em escolas do ensino médio.  A solenidade contou com a presença do presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac, Darci Piana, e do vice-governador e secretário estadual de educação, Flávio Arns.
O projeto é direcionado a alunos que estejam cursando o primeiro ano do ensino médio da rede pública de ensino. O Sesc ficará responsável pelas atividades diversificadas e complementares ao conteúdo escolar, com ênfase nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa. Também vai realizar ações de formação continuada para os profissionais da educação e cursos de valorização social para a comunidade.
O Senac, por sua vez, irá ministrar cursos de oratória, comunicação e informação profissional, palestras sobre empregabilidade, empreendedorismo e oficinas profissionalizantes.
As atividades estão previstas para começar no dia 02 de maio, em 17 municípios onde existem unidades do Sesc e do Senac: Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Marechal Rondon, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Toledo e Umuarama. Os alunos irão frequentar o contraturno três vezes por semana, completando uma carga horária anual de 189 horas pelo Sesc e 112 horas pelo Senac.
Toda a comunidade escolar será envolvida. O programa pretende incluir também a família, os professores e a escola, em ações paralelas e no intercâmbio de experiências com os orientadores do Sesc e do Senac.
A meta é atender a 2550 alunos em 2011 e, com abertura das escolas para a comunidade, espera-se atingir aproximadamente 17 mil pessoas. O convênio celebrado é fruto de discussões entre as instituições iniciadas ainda no ano passado. O projeto foi elaborado a partir de um levantamento das demandas educacionais do Estado e levará em conta as especificidades de cada escola.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cinema Aberto

BUENA VIDA DELIVERY
Direção: Leonardo Di Cesare
Argentina/França/Holanda, 2005, 95 min
Comédia/Drama

O "motoboy" Hernán conhece Patricia e logo se apaixona. Ela está saindo de um noivado, precisa de um lugar para ficar e Hérnan oferece-lhe um quarto em sua própria casa, em troca de um módico aluguel. De repente, porém, toda a família de Patricia está alojada na casa humilde e quem fica praticamente sem teto é Hérnan, que precisa driblar o sogro e sua fábrica de churros.

Data: 30 de abril (sábado)
Horário: 19 horas
Local: Teatro Barracão
Entrada: gratuita

DEBATE:
Mirian Takahashi, pedagoga e dirigente APP Sindicato.
Nilson Araújo de Souza, professor de economia da UNILA.

REALIZAÇÃO:
Casa da América Latina - Casa do Teatro - Guatá

Casamento Civil Comunitário

Estão abertas até o dia 06 de maio, as inscrições para quem quer marcar casamento gratuito dentro da programação do Sesc Cidadão / Justiça no Bairro. A ação acontece no dia 18 de junho, mas os interessados em participar da cerimônia de casamento precisam fazer a inscrição antecipada, para que sejam feitos os procedimentos legais.
Podem se inscrever casais com renda de até dois salários mínimos. Os interessados em se beneficiar da gratuidade devem ir pessoalmente até o Sesc levando certidão de nascimento atualizada, RG, CPF, comprovante de renda e residência, das 9h às 21h, inclusive no horário de almoço.
O Sesc fica na Av. Tancredo Neves, 222, Vila A, fone 3576-1300. As vagas são limitadas.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Educação como Referência


Participantes do curso de capacitação para o Programa de Contraturno do SER, na unidade SESC Foz do Iguaçu

A Unidade SESC de Foz do Iguaçu sediou, nos dias 13 e 14 de abril, um curso de capacitação para implantação do Projeto de Contraturno escolar do programa SER – SESC Educação como Referência.
O Curso, coordenado pela Divisão de Educação e Cultura (DEC) da Gerência de Educação do SESC Paraná, reuniu gerentes executivos, técnicos e orientadores de atividades do Programa SER da região Oeste do Estado.
Durante os dois dias, a diretora do DEC, Marussia Santos e o coordenador de atividades Adriano Trontin, passaram orientações para a implantação, normas e procedimentos a serem adotados no Projeto de Contraturno, a ser implantado em escolas da rede estadual de ensino, a partir de maio deste ano.
O projeto será desenvolvido graças a uma parceria entre o Sistema Fecomérico – SESC/SENAC e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação - SEED.
Pretendendo servir como referência na área de educação, este projeto envolverá alunos, professores, funcionários, familiares dos alunos e toda a comunidade ao redor da escola. Em todo o Estado serão 22 escolas e 2550 alunos envolvidos.
O Projeto SER faz parte do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG) do SESC Paraná.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Frase


A espécie que não consegue proteger a própria espécie, é hipócrita ao querer proteger espécies alheias.
(Carlos Luz)

SALVEM OS HUMANOS!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cinco Vezes Lucia Murat

Entre amanhã (22) e sábado (26), o Sesc – Foz do Iguaçu realiza o projeto Cine Sesc, exibindo a Mostra Temática “Cinco Vezes Lucia Murat”, sempre as 19h30, na sala de Cinema do Sesc (Av. Tancredo Neves, 222, próximo à Vila A). A Mostra  relembra a jornalista, cineasta e ex-presa política que, durante o regime militar brasileiro, atuou nos principais veículos de imprensa. Segundo os organizadores, o objetivo da mostra é exibir filmes de qualidade que estão fora dos circuitos comerciais.

Veja a programação:
Dia 22 - Que Bom Te Ver Viva, 1989;
Dia 23 - Doces Poderes, 1997;
Dia 24 - Brava Gente Brasileira, 1977;
Dia 25 - Quase Dois Irmãos, 2004;
Dia 26 - Maré, Nossa História de Amor, 2007.

Informações pelo fone 3576-1300, ou http://www.sescpr.com.br/eventos/cine-sesc/

EU RECOMENDO!

terça-feira, 8 de março de 2011

8 de março: entre pizzas e omeletes

(Foto: divulgação/TV Globo)

Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. O dia é marcado, oficialmente, por, em 8 de março de 1857, operárias tecelãs serem trancadas e assassinadas queimadas, dentro de uma fábrica em Nova Iorque, durante uma greve por melhores condições de trabalho. Outras fontes dão conta que um dia “dedicado” às lutas das mulheres já vinham desde as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz", por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia dos Czares na Primeira Guerra Mundial.
O Dia foi oficializado pela ONU somente em 1975, mas seja qual for a origem, vemos que esta origem tem raízes nas mulheres operárias e oprimidas, companheiras de homens operários e oprimidos.
Espero que o Dia Internacional da Mulher em 2011, no Brasil, seja bem mais que a Presidenta (como ela faz questão de ser chamada) Dilma Rousseff fazendo uma omelete no programa Mais Você, da Rede Globo, durante uma entrevista exclusiva à apresentadora Ana Maria Braga.
É só minha opinião...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Diferenças e igualdades

Recebi comentário de Sofia, que confesso não saber quem é, postando um belo poema sobre a mulher.  E resolvi comentar, já que este é o "mês da mulher". Acredito, “Sofia”, que homens e mulheres são diferentes, e penso mesmo que é  bom que sejam diferentes, no modo de sentir e de agir (imagine um mundo só de homens, ou um mundo só de mulheres, nem quero pensar nisto, por isto adoro esta diferença), mas penso numa diferença maior, penso numa diferença de classes sociais, esta sim, impõe a diferença. Não penso que a esposa de um empresário pense, sinta e tenha o mesmo que a esposa de um gari, portanto “todas” as mulheres não são iguais. São diferentes também entre si.
Penso que todos nós podemos conviver com o “diferente”, isto é bom, faz parte da diversificação. A diferença religiosa, cultural, de costumes, de cor, de idade, de sexo, de opções, até de times de futebol, pois somos todos seres humanos, só não consigo conviver com a diferença social, em um sistema em que uns detém tudo e subjugam outros ao nada, sejam homens, mulheres, heteros ou homos.
Sofia, adorei teu comentário, me fez pensar, e estou respondendo para te fazer pensar também.
A diferença entre os seres humanos está muito mais profunda do que o gênero a que pertencem.
Segue o poema assinado por Brunna Paese, que também não achei muita coisa na internete, tem uns sítios, uns blogues, e um face book.
Mas o diálogo está aberto.
Abraços Sofia e obrigado por comentar.

Ah, ser mulher!

Ser mulher é ver o mundo com doçura,

É admirar a beleza da vida com romantismo.
É desejar o indesejável.
É buscar o impossível.

O poder de uma mulher está em seu instinto

Porque a mulher tem o dom de ter um filho,
E cuidar de vários outros filhos que não são seus.

Ah, as mulheres!

Ainda que sensíveis
Mulheres conseguem ser extremamente fortes
Mesmo quando todos pensam que não há mais forças.

Mulheres cuidam de feridas e feridos

E sabem que um beijo e um abraço
Podem salvar uma vida,
Ou curar um coração partido.

Mulheres são vaidosas,

Mas não deixam que suas vaidades
Suplantem seus ideais.

Muitas mulheres mudaram o rumo

E a história da humanidade
Transformando o mundo
Em um lugar melhor.

A mulher tem a graça de tornar a vida alegre e colorida,

E ela pode fazer tudo isto quantas vezes quiser
Ser mulher é gostar de ser mulher
E ser indiscutivelmente feliz
E orgulhosa por isso.

 Brunna Paese
2 de março de 2011, 10:28

Contra o “distritão”


Recebi e-mail do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) denunciando uma proposta indecorosa, como segue:

O Senado da República instituiu comissão que tem por objetivo apresentar em prazo exíguo (apenas 45 dias) uma proposta para a reforma do sistema eleitoral brasileiro. Diversos parlamentares – dentre os quais o presidente da referida comissão, Senador Francisco Dornelles – tem defendido a adoção de um modelo denominado ‘Distritão’, que na verdade põe fim à votação proporcional e determina a escolha dos eleitos na ordem exata dos votos obtidos.
A pretexto de simplificar o processo eleitoral, a proposta representará um duro golpe nas minorias e, por conseguinte, na própria democracia, já que o sistema majoritário favorece sempre os detentores do poder tanto político como  econômico.  A medida beneficia os políticos tradicionais e estimula o personalismo e o clientelismo.
O perigoso equívoco contido na proposta só reflete a necessidade inadiável de que toda a sociedade brasileira seja chamada a debater o tema da reforma política. Mudanças repentinas feitas com o propósito de perpetuar elites no poder não podem ser admitidas num país em que vigora a Constituição Cidadã de 1988.
As redes de organizações sociais e entidades que subscrevem esta nota propõem ao Congresso Nacional a abertura de um amplo e completo processo de debates até que: se construam novas balizas para o sistema político que fortaleçam e democratizem os partidos políticos; se consolide  uma nova  regulamentação dos mecanismos de  democracia direta; se combata o clientelismo e a corrupção; se assegure a participação das minorias e se facilite a fiscalização dos processos eleitorais.

Assinam o manifesto Fóruns, Redes Sociais, Organizações da Sociedade Civil e pessoas físicas.

Eu assino em baixo! Esta proposta avaliza e reforça  os “currais eleitorais”!

terça-feira, 1 de março de 2011

Cinema Aberto


Recebi do amigo Alexandre Palmar (H2Foz e Megafone) convite para mais uma exibição do projeto Cinema Aberto.
O filme A Batalha de Argel (Argélia/Itália, 1965) será exibido nesta sexta (04), no Teatro Barracão, com entrada gratuita.
Vencedor do Festival de Veneza em 1966, o filme narra “os eventos decisivos da guerra pela independência da Argélia, marco do processo de libertação das colônias européias na África, entre 1954 e 1957, mostrando o modo de agir dos dois lados do conflito, a Frente de Libertação Nacional e o exército francês".
A promoção é da Casa da América Latina, Guatá e Casa do Teatro.
Estendo o convite a todos os interessados em um bom filme.
Eu recomendo!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Murro em ponta de faca

Hélio do Carmo, presidente da Guarda Mirim de Foz do Iguaçu ( foto: Ponto de Vista)

Recebi do amigo Hélio do Carmo, presidente da Guarda Mirim de Foz do Iguaçu (GMFI), e-mail informando que para o início do ano letivo, a instituição estará realizando nos dias 2, 3 e  4 de março, a recepção dos adolescentes assistidos.
Segundo o e-mail, “o evento contará com stands com informativos sobre profissões, educação, saúde, alimentação e atividades recreativas”.
A GMFI, fundada em 1977, faz um importante trabalho de inserção e acompanhamento de adolescentes no mercado de trabalho, além de oferecer cursos profissionalizantes, atividades de lazer, esporte e cultura aos adolescentes atendidos. Destacando a “Banda da Guarda Mirim” (farei uma postagem especial a este ótimo trabalho), convidada para fazer apresentações em quase todos os eventos da cidade.
É importante frisar que o Hélio é um “ex-guardinha” (como são conhecidos os adolescentes que passaram pela instituição), que assumiu a presidência da entidade e vem realizando um trabalho irrepreensível. Com toda a certeza por conhecer a realidade destes adolescentes e não ser mais um “burocrata político”, com contatos no “primeiro escalão” e interessado num cargo público. Conheço a pessoa e posso dizer que ele não está em “Passargada” e nem é “amigo do rei”.
Infelizmente a GMFI não recebe o apoio que merece, pois a fila de espera de adolescentes que querem uma oportunidade é quilométrica e a instituição não consegue atender a todos, aliás, como todas as entidades que realizam trabalhos sociais com crianças e adolescentes na cidade, mesmo as que tentam apenas amenizar os estragos irreparáveis que o atual sistema econômico, político, social e cultural causam em nossos futuros homens e mulheres (muitos sem nenhum futuro).
Esta semana foi divulgado mais um índice de mortalidade juvenil no país e, também infelizmente, Foz do Iguaçu continua entre as cidades com o maior índice. Já escrevi artigos e matérias, já falei muito sobre este tema e, às vezes, cansa.
Muitos destes adolescentes que estão na fila de espera da GMFI não terão nenhuma oportunidade, estarão na lista dos adolescentes vítimas da violência. Só o poder público municipal não vê. Mas....

Parabéns pelo trabalho do Hélio à frente Guarda Mirim de Foz do Iguaçu, um dos que continuam dando "murro em ponta de faca", mas estas são as pessoas necessárias, estas fazem a diferença!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

CDHMP se posiciona quanto ao transporte público

Olírio dos Santos, Aluízio Palmar e Danilo Georges entregam petição na Promotoria (Megafone)

Recebi do amigo Danilo Georges, do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu (CDHMP), reorganizado na cidade no ano passado, um e-mail contendo link para uma matéria publicada no Portal Magafone.

O CDHMP apresentou à Promotoria de Defesa do Consumidor petição sobre o sistema de transporte coletivo de Foz do Iguaçu.  O documento pede ao Ministério Público a instauração de inquérito civil público, bem como propõe uma ação civil pública.
A denúncia reforça que os usuários do transporte coletivo vivenciaram dias de tensão e desconforto nas últimas semanas, “dado ao fato da má qualidade do serviço e das decisões do poder público municipal e dos empresários que atuam no setor adotarem decisões que não contemplam o real interesse da população”.

Apóio e assino em baixo da iniciativa do CDHMP. O poder público municipal e o consórcio “Sorriso” trataram os usuários do transporte público como gado: “entre aí e fique quieto!”, mas os usuários mostraram que são cidadãos e estão “pagando”, e caro por este serviço, exigindo mudanças. Concordo que não basta voltar ao que era, é preciso melhorar, e melhorar muito. Os responsáveis pelo transporte público da prefeitura e os responsáveis pelo Consórcio “Sorriso” deveriam entrar em um ônibus às 7 da manhã, ou às 6 da tarde. Garanto que o Consórcio mudaria de nome!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Elogio à Casa


“A praça é do povo, como o céu é do condor” (Castro Alves).

Depois de um período sem postar, por alguns fatores particulares, volto com o blogue, por pensar que seja uma importante ferramenta de comunicação. Na verdade desde o ano passado não postei mais nada, então: “feliz 2011 a todos nós!”.
Porém, resolvi voltar de uma forma diferente, o blogue que, até hoje, foi informativo, tomará um caráter, a partir desta nova fase, opinativo.
Então, sabendo da importância da ferramenta e já no novo formato, quero dedicar a minha primeira postagem de 2011 a uma iniciativa da Casa do Teatro, enquanto instituição, sempre inovadora, mas também enquanto às pessoas que dela fazem parte, pois as instituições não são “entidades” abstratas, dependem exclusivamente de quem faz parte delas, e suas iniciativas. Dedico a atenção, em especial, à minha querida amiga Arinha Rocha (a Rosli, que conheço há “séculos”), mas na pessoa dela, dedico a atenção a todos que fazem parte desta corajosa ONG, que há muito tempo luta contra o descaso do poder público pela cultura em Foz do Iguaçu (falarei sobre isto posteriormente).
Sábado (19) estive, com minha filha de 9 anos, numa iniciativa cultural da Casa do Teatro na praça do teatro Barracão, teatro hoje administrado pela Casa. Minha filha, em particular, ficou muito feliz, encantada pode se dizer, pois pôde rever as suas orientadoras de dança e de teatro do Projeto Plugados (Casa do Teatro/Itaipu), do qual ela participou ano passado, estudante que é de escola pública, preceito que não abro mão.
Ela presenciou dança, música, literatura, fotografia, história, ela cresceu enquanto pessoa, enquanto cidadã, responsável em criar um mundo, ou pelo menos uma cidade melhor do que esta em que vivemos. Ela leu, conversou, fez novas amizades, viu a cidade dela de uma forma diferente, sob o olhar de uma exposição de fotografias históricas da Guatá (outra ONG parceira da Casa, que faz, entre outros, um trabalho importantíssimo de resgate histórico) e não sabia que a cidade dela “foi assim”. Voltou para casa com mais conhecimento e com pinturas no rosto e nas mãos, e queria dormir com elas, mas disse que não poderia (caso de higiene), mas pela insistência acabei cedendo, ela queria mostrar aos amigos, e o coração mole de pai acabou falando mais alto, mas as palmas das mãos e entre os dedos ela lavou, com todo cuidado que merece uma lavagem sem tirar uma pintura feita na praça pela orientadora que ela conhecia e que transmitiu tanto respeito e confiança, que ela não queria tirar, talvez porque ela se sentisse orgulhosa da cidade dela, pelo símbolo, mas talvez só pela pintura mesmo, não importa, quem vai poder dizer o que se passa na cabeça de uma menina de 9 anos que acabou de sentir orgulho da cidade dela? Podemos apenas proporcionar isto. A Guatá proporcionou isto a ela. E ela, com apenas 9 anos,  falou: “pai, nossa cidade é bem antiga né? e bem diferente agora, mas sabia que eu gosto dela?” Talvez seja esta a semente da cidadania: o conhecimento. O “eu gosto dela!”. E por gostar dela, a querer melhor, para todos os que vivem nela, incluindo a própria pessoa.
Na verdade, o sentido de escrever esta crônica é que eu e ela demos uma volta na praça e entre um jogo e outro, uma brincadeira e outra (adoramos brincar de rimas, adivinhações e outros jogos), pude ver que aquela praça transborda de vida, de vida comum, de pessoas comuns, gente, apenas gente, apenas pessoas comuns, com histórias comuns, não interessantes aos intelectuais pomposos, pois histórias comuns de gente comum (ui!) não interessam muito, mas com toda certeza do mundo, as pessoas comuns que se aproximaram da iniciativa da Casa do Teatro, e participaram das atividades, voltaram para casa, sábado passado, melhores do que saíram, e se a iniciativa perdurar, estará formando cidadãos, numa cidade que precisa e está muito carente disto. A democratização da informação e do conhecimento se dá em ações como estas, de verdade, não em discursos evasivos de um poder público omisso a estas e outras questões. Disto não precisamos mais.
Esta iniciativa da Casa do Teatro merece o meu apoio e elogio.

Parabéns à Casa do Teatro!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cúpula do Mercosul


Foz do Iguaçu está recebendo até sexta (17), para a 40ª Reunião de Cúpula do Mercosul, delegações de 35 países, entre eles chefes de Estado de 12 países da América do sul e 23 comitivas internacionais de chanceleres e ministros. Parte do evento será realizada no Hotel Bourbon e outra nas instalações do Parque Tecnológico de Itaipu.
A Reunião será o último compromisso internacional do presidente Lula frente ao comando do governo brasileiro e o primeiro grande encontro de Dilma Roussef, que confirmou presença.

Memorial


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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Elas da favela

O Centro de Diretos Humanos de Foz do Iguaçu convida para a exibição do documentário "Elas da favela", amanhã (10), às 19:30 horas, na APP-Sindicato. (Travessa Cristiano Weirich, 91 - sl. 407 / 4º andar). A entrada é gratuita. 

Documentário Bertoni

O Portal Megafone publicou na internet o documentário sobre o cientista Moisés Bertoni. O material traz um apanhado sobre as várias áreas de estudo do pesquisador. O vídeo integra a conclusão do curso de jornalismo dos então acadêmicos Roberto Geremias e Roni Ragadali.





(Megafone)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

CAIA 10 anos

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Encerramento de ano

No início de dezembro a Fundação Nosso Lar promoveu o encerramento das atividades de 2010 com algumas das famílias acompanhadas pela entidade. O casal italiano, Enrico e Liliana, amigos da Fundação, em visita ao Brasil, participou da confraternização, dizendo-se  “muito felizes ao encontrar os ‘bambinos’ agora com suas próprias famílias”.
Foi um momento de reencontro, com direito a bolo e presentes, mas também foi um momento de reconhecer as necessidades das famílias em relação a situação de desemprego, falta de creche, dificuldades de dar aos filhos o necessário para buscar um futuro diferente.
Para a diretora de projetos da FNL, Ivania Ferronatto, todos estes fatores “fortalecem a certeza de que a família que não é cuidada, não tem condições de cuidar”, por isso “é necessário investir na família, na comunidade e também nos ‘cuidadores’”.
Ivania destacou que este será o desafio da Fundação Nosso Lar em 2011: “intensificar o trabalho com as famílias, tanto as acolhedoras, quanto as e de origem, oferecendo o Programa de Consultoria e Capacitação Permanente, incluindo o projeto ‘Cuidar de quem Cuida’, conclusão e publicação da pesquisa ‘Cresci no Abrigo, e agora?’ e atendimento e proteção jurídica a crianças e adolescentes que tenham seus direitos violados através do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente – Cededica”.
A diretora da FNL aproveitou para agradecer “a todos os parceiros que têm acompanhado e apoiado a instituição, em todos estes anos de luta pela defesa e garantia dos direitos das crianças, adolescentes e famílias, principalmente neste ano de 2010, cujas mudanças ensinaram que ‘Não existe um novo caminho, e sim uma nova forma de caminhar’”. Ivania encerrou, dizendo esperar continuar contando com este apoio nesta nova etapa do caminho.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mobilização

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