domingo, 4 de novembro de 2007

Festa Kitsch une o útil ao agradável

Kitsch: a cultura da estética duvidosa

A promoção acontece no próximo dia 14 prometendo agitar o cenário cultural e, de quebra, incentivar a solidariedade.

A idéia partiu da professora do curso de comunicação social da UDC, Carmem Lúcia e foi abraçada pelos estudantes das três ramificações do curso: jornalismo, publicidade e propaganda e relações públicas. Daí para a prática foi um pulo e a receita promete agitar o cenário cultural de Foz do Iguaçu.
A festa Kitsch, como foi batizada, está na sua segunda edição. A primeira aconteceu em 2002, reunindo estudantes de comunicação para ajudar uma colega com leucemia. Mais de três mil pessoas compareceram a festa e a renda foi destinada à família da estudante, auxiliando no tratamento médico.
Este ano a festa Kitsch acontece dia 14 de novembro, na Mansão Green, um novo centro de eventos em Foz. Esta segunda edição reverterá a renda para uma instituição social: o Lar de Apoio as Crianças e Adolescentes de Foz do Iguaçu - LACA, conhecida como “Lar dos Anjos”, que se dedica a cuidar de crianças portadoras do vírus HIV, ou mesmo não portadoras, que possuem pais portadores do vírus, buscando melhorar a qualidade de vida dessas crianças e de suas famílias.

Responsabilidade social
A iniciativa da festa faz parte da programação da Semana Acadêmica do Curso de Comunicação Social da UDC e, segundo a professora Carmem Lúcia, “o evento é um esforço comum entre professores e estudantes, que está mobilizando a cidade dentro do projeto de responsabilidade social da UDC, papel que a faculdade também deve exercer”
O LACA atende cerca de 300 pessoas por mês, entre crianças e familiares, que recebem assistência com alimentação, remédios, acompanhamento médico, psicológico e social. A instituição atende crianças em regime de casa-lar, seja por um período temporário ou permanentemente.Segundo a presidente da entidade, Solange Terezinha de Souza, “a casa-lar está passando por reformas, para atender melhor as crianças e suas familias, e o dinheiro que será arrecadado com a festa virá em uma boa hora, pois pretendemos usar estes recursos para terminar as obras”.

Tira-gosto
Nesta segunda-feira, dia 5, a partir das 19 horas, a II Festa Kitsch tem o seu lançamento oficial e vai oferecer uma prévia do que vai ser a festa.
Estudantes e professores da UDC realizam, no hall de entrada da faculdade, o Fashion Kitsch, um desfile de “moda”, mostrando as tendências do kitsch. No mesmo local se apresentam artistas de malabares, bailarinas da Casa de Espetáculo Ôba-ôba, além das bandas Corleone, Epidemic e o discotecando DJ Caê, que darão uma pequena mostra do que vão apresentar no dia 14, quando acontece a festa.
Na programação de divulgação da festa também será aberta uma exposição com objetos que representam o Kitsch, cujo maior símbolo é famoso pingüim de geladeira. Abertura das mostras de fotografias e vídeos completam a programação da noite, que tem a promessa de uma grande agitação cultural.
Na segunda também começam a ser vendidos os ingressos para a festa, que custam R$ 10,00, antecipadamente e R$ 15,00 no local do evento.

Estética duvidosa
O termo kitsch é de origem alemã (verkitschen) e serve para designar objetos, roupas e gostos de esteticamente duvidosos ou exagerados.O termo é associado também à cópia, ao uso de estereótipos e chavões que não são autênticos. Comumente, no Brasil, objetos considerados kitsch são também associados ao gosto “brega” ou “cafona”, exagerado e, portanto, considerado de mau gosto.Entram na lista do kitsch objetos como flores de plástico, anjos barrocos de gesso para estantes, frutas de cera, cartões de namorados perfumados, canetas ou isqueiros com figuras de mulheres nuas, anões de jardim, pés-de-coelhos em chaveiros, bibelôs exagerados, miniaturas de elefantes, plumas e paetês em geral, objetos de plástico fluorescentes, dentre outros de uma enorme lista. O maior ícone do kitsch, no entanto, é mesmo o famoso pingüim de geladeira.
Na música, o cantor Amado Batista reúne todos os ingredientes do “kitschianismo” e ganha de longe de todos os concorrentes, mas há quem considere Fábio Júnior e o próprio “rei” Roberto Carlos figuras representantes do kitsch.
Apesar de ser considerado de mau gosto, vale lembrar que o kitsch tem suas raízes e se sustenta através da industria cultural.
Todas as informações sobre o evento estão na página da internet http://www.festakitsch. com/ e no blog http://www.omundokitsch.blogspot.com/.

9 comentários:

Izzy Gomes disse...

Carlos é você mesmo???
Não estou acreditando!!!
Dá pra ver que você entrou mesmo no clima da festa Kitsch!

Parabéns!

ab

Izzy

Izzy Gomes disse...

Você tá a cara do Agostinho da grande família! hauhauhauhauhauhahauauha
hauahuahuahuaua

ab

edla disse...

HAHAHAHAHHAH ADOREI AS FOTOS E O TEXTO. NOSSA HOJE A GENTE VAI TER QUE SER MUITO CARA DE PAU MESMO, ESPERO QUE VENÇAMOS QUALQUER TIMIDEZ. BJO E ATÉ O DESAFIO!!!

Daisy Kazienko disse...

Que coisa mais linda vc!
nossa que gatooo, me passa seu telefone!

Super Elo disse...

m-e-u d-e-u-s

o que que é isso??

Ana Carolina disse...

c tah um bichinho de pelucia daqueles q a gente aperta e toca musiquinha bem kitsch.....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
big kisses tb eh kitsch???????
kkkkkkkkkkkk
c ta uma graça....

Anônimo disse...

Olá, Carlos:
Parabéns pelo new way of life. Está ótimo. Será que podemos contribuir com os objetivos da Festa Kitsch doando algumas peças de roupas, para você incrementar ainda mais o novo visual?
Abraço,
(Opa, ab, como ensina a linguagem da internet, né!?)
Paulo

livia disse...

Ainda tem ingresso??? Reserve o meu!!! Se você realmente for à festa usando este modelo eu prometo que também vou!!! heheh
Tudo por uma boa causa!!!
Você não existe mesmo!!!!!!!!!
Super abraço!!

livia disse...

Ah... e não pare o ciclo de poetas franceses lá no space... estou adorando...
Outro super abraço...hehehe!!!